Enersugar Bioenergia
Enersugar ganha destaque em reportagem do Money Times

15/01/2022

Enersugar ganha destaque em reportagem do Money Times


Matéria publicada pelo principal site de economia do Brasil repercute as inovações administrativas e de parceria com fornecedores da nova usina de açúcar e etanol

Uma extensa matéria publicada pelo site Money Times, considerado o principal do Brasil especializado em Economia, relatou a curta e inspiradora história dos sócios Sylvio Ribeiro do Valle Jr e os irmãos Dorival e Dirceu Finotti, que em meio à crise econômica e no início de uma pandemia sem precedentes, decidiram investir no setor sucroalcooleiro com a criação da Enersugar Bioenergia, ao reabilitar uma usina em processo de sucateamento e, assim, aquecer o setor no Médio Vale do Paranapanema e ainda criar e devolver centenas de empregos diretos e indiretos.


O texto de Giovanni Lorenzon aborda as boas estratégias administrativas e comerciais aplicadas pela nova empresa, a criatividade no desenvolvimento de parcerias com fornecedores e o acerto das medidas que produziram resultados positivos em apenas uma safra inteira, em 2020, prejudicada pela seca, depois de uma safra teste para “azeitar” a estrutura industrial em 2020.

 
Leia a matéria na íntegra: 


Sob quebra da cana, Enersugar lucra, premia fornecedores e já fixou 40% de açúcar para a 2ª safra cheia
Por Giovanni Lorenzon
14/01/2022 - 11:10
     
 Usina ‘nova” do Sudoeste de São Paulo parte para uma safra melhor em 22/23

Na primeira safra completa da Enersugar Bioenergia, quando se avizinhava a seca que derrubaria a produção geral de cana 21/22, os sócios se assustaram.
Mal absorveram o baque da pandemia iniciada em 2020, quando a usina operou uma safrinha curta para azeitar as máquinas e processos, e com dívidas para cumprirem, contraídas para levantarem a unidade, o cenário não inspirava muito otimismo.


Mas, ao final do ano, eis que Sylvio Ribeiro do Valle Jr, os irmãos Finotti e o fundo de equity americano Amerra Fund apuraram um faturamento de R$ 200 milhões e um “leve” lucro, após 750 mil toneladas moídas (esperavam 850 mil), 60 mil/t de açúcar e 30 milhões de litros de etanol.


E justamente os problemas que surgiram deram gás para o resultado, segundo Valle, o produtor que virou usineiro, como seus sócios brasileiros.
Com agilidade, a Enersugar partiu para mais açúcar, exportou a preços de quebra de safra do Centro-Sul nas cotações de Nova York, e, depois que as autorizações para venda de etanol foram dadas pela ANP – até então um “problemão” em plena safra – comercializaram o biocombustível anidro (mais valorizado que o hidratado) praticamente no apagar das luzes das operações.


“Conseguimos até oferecer uma ajuda para os produtores que preferiram vender a cana no spot a R$ 90”, lembra o sócio da falida ex-Usina Pau D’Alho, acentuando que os fornecedores de contrato conseguiram valores entre R$ 136 e 140 a tonelada, geralmente em torno de 10% acima do Consecana (sistema setorial que mede preços via qualidade e cotações).


Fixação de açúcar


A Enersugar carrega R$ 130 milhões em financiamentos, que Valle e os Finotti levantaram para erguerem a massa falida – o minoritário Amerra Fund não entrou com aportes -, com vencimentos bem distribuídos entre médio e longo prazos, projeta a próxima safra em pouco mais de 1 milhão/t de cana.


“As chuvas estão garantindo uma recuperação razoável”, pontua o empresário, apesar de que a seca de 2021 gerou uma outra condição. Na região, entre a cana dos sócios e dos cerca de 80 a 100 fornecedores, se contava com um plantio novo, ou em renovação, de 8 a 10 mil hectares, mas a falta de mudas encurtou o planejado para 5 mil/ha.
E enquanto há certa dúvida em relação ao volume de etanol a ser entregue ao longo de 2022, a segunda safra cheia da empresa, de certo mesmo é que no mínimo 100 mil/t de açúcar serão feitas.


“Já fixamos [exportações contratadas] em torno de 40%, a 18,50 centavos por libra-peso em média”, comenta Sylvio Ribeiro do Valle Jr.
E, ainda, os problemas gerados pela Aneel e outros reguladores de energia foram sanados, quando a usina cogerou apenas 300 megawatts. Com os contratos de energia elétrica para o sistema, herdados da Pau D’Alho, regularizados, e novos sendo firmados, a cogeração e comercialização poderão dobrar, no mínimo, acrescentando mais receita à empresa de cara nova.