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Demanda por etanol impulsiona mercado de milho na safra 2025/26

23/01/2026

Demanda por etanol impulsiona mercado de milho na safra 2025/26

A dinâmica do mercado global de milho na temporada 2025/26 deverá ser influenciada não apenas pelos volumes de produção, estoques e exportações, mas também pela ampliação do uso do grão na indústria e na alimentação. Projeções do setor indicam crescimento consistente da demanda, especialmente ligada à cadeia de biocombustíveis.

 

As estimativas apontam que os estoques mundiais de milho devem aumentar em 26,1 milhões de toneladas na próxima safra, avanço de 8,6% em relação ao ciclo anterior. O resultado interrompe uma sequência de três anos de queda nas reservas globais e sinaliza maior disponibilidade do grão no mercado internacional.

 

A produção global também tende a registrar forte expansão, com acréscimo estimado de até 69 milhões de toneladas, alcançando volume próximo de 1,3 bilhão de toneladas. Esse cenário favorece o aumento dos estoques nos Estados Unidos e o fortalecimento das exportações brasileiras, consolidando os dois países como os principais fornecedores do milho no comércio mundial.

 

O avanço da produção e do consumo de etanol à base de milho aparece como um dos principais vetores de crescimento da cultura. A maior demanda industrial contribui para sustentar o ritmo de plantio e ampliar o uso do grão além do mercado tradicional de ração e alimentos.

 

No comércio exterior, Estados Unidos e Brasil devem manter elevada competitividade, enquanto países como Irã e Egito vêm ganhando espaço no mercado internacional nos últimos dois anos, ampliando a diversidade de compradores.

 

Preços sob pressão

 

A perspectiva de maior oferta global tende a exercer pressão sobre os preços do milho. No mercado futuro, os contratos com vencimento em julho eram negociados em torno de US$ 4,37 por bushel na bolsa de Chicago, com leve oscilação negativa ao longo do pregão.

 

 

O crescimento do consumo para alimentação e uso industrial está concentrado principalmente em Estados Unidos, Brasil e México. Com a expansão da produção nacional de etanol de milho, o Brasil — atualmente o segundo maior produtor desse biocombustível — tende a reduzir a dependência das importações provenientes do mercado norte-americano.

 

Fonte: NovaCana