
22/01/2026
Os contratos futuros de açúcar negociados na bolsa de Nova York (ICE) reagiram ao longo da sessão desta quarta-feira (21) após iniciarem o dia em queda, encerrando os negócios com desempenho misto.
O açúcar bruto com vencimento em março registrou leve valorização de 0,02 centavo de dólar, avanço de 0,1%, sendo negociado a 14,74 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar branco, também para março, apresentou recuo de US$ 1,40, equivalente a 0,3%, fechando a US$ 421,10 por tonelada.
O movimento de recuperação parcial foi impulsionado pela recompra de posições vendidas no mercado futuro, especialmente após a valorização do real frente ao dólar, que alcançou o maior nível em cerca de um mês e meio. A moeda brasileira mais forte tende a reduzir a competitividade das exportações do setor sucroenergético.
Apesar disso, os preços chegaram a operar em queda no início do pregão diante da maior disponibilidade do produto no Brasil. Dados do setor indicam que a produção acumulada de açúcar na região Centro-Sul, entre abril e dezembro, somou 40,22 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
Outro fator que pesa sobre as cotações é o aumento do direcionamento da cana para a produção de açúcar. Na safra 2025/26, 50,82% da matéria-prima foi destinada ao adoçante, percentual superior aos 48,16% registrados na temporada passada.
O mercado internacional também acompanha a expectativa de um excedente global de oferta, cenário que mantém pressão sobre os preços. A possibilidade de maior produção tanto no Brasil quanto na Índia reforça essa tendência.
Na Índia, a produção de açúcar entre 1º de outubro e 15 de janeiro da safra 2025/26 alcançou 15,9 milhões de toneladas, volume 22% superior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior, segundo dados divulgados pelo setor local.
Além disso, o elevado nível de posições compradas em açúcar branco pode intensificar movimentos de correção nos preços. Relatório semanal de posicionamento dos investidores apontou aumento de 4,54 mil contratos nas posições líquidas compradas dos fundos, que atingiram um recorde de 48,2 mil contratos.
Fonte: NovaCana